Reestruturação da Grade Curricular do Curso de Engenharia Ambiental - UFU assine agora

 

Os alunos do curso de Engenharia Ambiental – UFU solicitam em primeira instância, ao coordenador do curso de Engenharia Ambiental Hudson de Paula Carvalho, a reestruturação da grade curricular do curso pelos motivos abordados neste documento.  Sugestões e temáticas curriculares ainda estão inclusos neste.

Em caso de não representatividade do coordenador perante a problemática apresentada – a saber, o mesmo não esteja disposto a negociar –, recorrer-nos-emos ao diretor do ICIAG e, em última instância, ao conselho superior.

PROBLEMÁTICA E JUSTIFICATIVAS:

O curso de Engenharia Ambiental é considerado híbrido, o que significa que abrange as mais diversas áreas do conhecimento. Neste âmbito, o curso torna-se vulnerável às características de seus institutos fundadores, o que pode prejudicar a formação adequada do profissional.

Compreende-se que o ICIAG-UFU tentou abranger uma grande variedade de disciplinas do conhecimento básico, enquanto disciplinas importantes do conhecimento específico não integraram o currículo. Uma das soluções seria a complementação do curso com a oferta de disciplinas optativas profissionalizantes/específicas para as mais diversas áreas de atuação, o que não se verifica.

 

1.      O curso é deficiente em alguns temas e aspectos:

 

Algumas áreas, listadas abaixo, não são abordadas ou são abordadas de forma insatisfatória.

O engenheiro ambiental deve saber lidar com a problemática de ambientes urbanos de forma sustentável:

Drenagem Urbana/ Gerenciamento da Drenagem Urbana/ Drenagem Urbana Sustentável e Controle de Enchentes/ Drenagem Pluvial.

 

Sistemas de microdrenagem e macrodrenagem: estudos hidrológicos, estudos hidráulicos, aspectos construtivos operacionais.

 

Disciplina obrigatória em: UFBA, UFRGS, USP, UFSC, PUCPR.

Planejamento Urbano/ Planejamento ambiental e Urbanismo.

Teoria do planejamento: histórico e conceituação. Planejamento e o enfoque ambiental: critérios ambientais na definição do planejamento. Utilização de modelos e de instrumentos de planejamento. Instrumentos de implantação e execução. Inserção do planejamento no sistema de gestão ambiental. Planejamento ambiental como indutor de desenvolvimento sustentável. Estudos de caso em planejamento ambiental.

Esta disciplina é obrigatória em: UFRGS, USP, UFRJ

É atribuição do engenheiro ambiental buscar formas alternativas de energia e tecnologias limpas para processos industriais:

Recursos Energéticos e Desenvolvimento/ Fontes de Energia e de Matéria Prima renováveis/ Energia e Meio Ambiente.

Recursos energético e matriz energética do Brasil. Disponibilidade de fontes e avaliação do potencial de geração de energia. Usinas hidroelétricas, termoelétricas e nucleares. Energia solar. Energia eólica. Energia fóssil. Energia de Biomassa. Imapctos ambientais decorrentes da geração, transmissão, disponibilidade e oferta de energia. Principais características das teorias do desenvolvimento econômico. Desenvolvimento e degradação ambiental. O desenvolvimento auto-sustentado e a economia nos países em desenvolvimento.

É tida como disciplina obrigatória do curso de Engenharia Ambiental em universidades como UFRJ, UnB, IFBA, USP, UNESP, PUCPR. Optativa na UFSC.

A área relacionada à qualidade do ar é pouco explorada, sendo que fica restrita a somente duas disciplinas no curso todo, sendo elas Meteorologia e Climatologia Ambiental e Poluição e Tratamento do Ar, enquanto as principais universidades do Brasil possuem diversos temas relacionados à qualidade do ar no curso de Engenharia Ambiental, como Programação em Meteorologia, o estudo do tratamento de poluição atmosférica e de controle de poluição separadamente, climatologia aplicada, entre outros. Sugere-se:

Avaliação e Controle da Poluição Atmosférica/ Controle e Monitoramento da Poluição Atmosférica

Monitoramento de poluentes atmosféricos. Métodos de amostragem de gases traço e partículas. Equipamentos de amostragem de gases e partículas. Controle de afluentes gasosos. Métodos de controle de gases e partículas. Equipamentos de controle de gases e partículas.

Esta disciplina é obrigatória em: USP, UFRJ, UFRGS, UNICAMP, UFSC.

Possuímos em nossa grade curricular a disciplina de Geologia Geral, mas não a aplicada, como em todos os cursos de renome do Brasil. Sugere-se:

Geotecnologia Ambiental/ Geotecnia Ambiental/ Geologia Aplicada à Engenharia Ambiental

Impacto ambiental de rodovias. Controle ambiental de pedreiras, portos de areia, mineração. Determinação de parâmetros ambientais em laboratórios.

Esta disciplina é obrigatória em: USP, UFRJ, UFRGS, UNICAMP, PUCPR, UFSC.

 

2.      As disciplinas optativas são insuficientes e restritas

Verifica-se uma grande carência em disciplinas optativas, sendo que estas são restritas a pouquíssimas áreas do conhecimento, principalmente a agroindústria. O objetivo das disciplinas optativas é de fornecer diferentes ramos para o interesse do aluno e, portanto, deve ter as mais variadas temáticas e uma série de disciplinas relacionadas a cada tema, dos quais o aluno deverá optar para seguir em uma formação mais específica.

As disciplinas ofertadas para o semestre de 2013-1 são: Sequestro de Carbono nos Ecossistemas; Irrigação e Drenagem; Silvicultura e Segurança do Trabalho.

Observa-se que a maioria é restrita à atuação do engenheiro ambiental na agroindústria, o que se verifica também em outras optativas que serão ofertadas, como Defensivos Agrícolas, Usos e Impactos Ambientais.

As disciplinas optativas que abrangem outras áreas são: Biotecnologia Ambiental; Química Ambiental Experimental; Métodos Matemáticos Aplicados à Engenharia; Evolução; Segurança do Trabalho; disciplinas que ainda não estão sendo oferecidas (excetuando-se Segurança do Trabalho), o que prejudica os alunos das primeiras turmas. E mais importante: não é possível traçar uma linha conectiva entre disciplinas de conhecimento específico e que se complementam para diferentes áreas de formação específica do aluno, o que ocorre em qualquer curso de renome.

Energia, Biotecnologia, Indústria.

Optativas da área: Biotecnologia Ambiental, Química Orgânica Experimental.

Sugestões:

Tecnologias Limpas em Processos Industriais

Tecnologias limpas em Indústrias no século XXI. Produção mais limpa em processos produtivos. Ecologia Industrial. Simbiose Industrial. Alternativas energéticas para a indústria. Estudo de Casos.

Balanços de Massa e Energia

Introdução aos cálculos em engenharia ambiental; Processos industriais: contínuos, descontínuos e semicontínuos; Balanços materiais globais em processos industriais; Balanços energéticos globais em processos industriais; Psicrometria e tabelas de vapor d'água.

Resíduos Sólidos Industriais

Conceito de resíduos sólidos. Tipos de resíduos, processos de geração e suas características básicas. Ciclo de resíduos e estratégias de gerenciamento. Sistemas de acondicionamento, estocagem, coleta e transporte. Tipos de tratamento e disposição final. Princípios de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos industriais (incluindo resíduos da construção civil, NBR 15112 a 15115). Poluição do solo: tipos e características básicas. Redução, reutilização e reciclagem de resíduos industriais. Reciclagem de resíduos orgânicos no solo: alteração nas características químicas, físicas e nos processos biológicos do solo; liberação e imobilização de nutrientes; alternativas para a aplicação de resíduos no solo; culturas mais indicadas. Aspectos de valorização e eliminação dos resíduos industriais. Coleta Seletiva; Resíduos Perigosos; NBR 1004; Transporte de resíduos (Portaria 204 MT, NBR 13221); Destinações (Aterro industrial, Incineraçao, Compostagem); Co-processamento; Landfarming.Tecnologias de remediação de solos e águas subterrâneas. Legislação em vigor técnico-operacionais do sistema de gerenciamento integrado de resíduos sólidos industriais.

Biocombustíveis e Biorrefinaria

Visão geral da biomassa agroenergética promovendo combustíveis modernos. Culturas energéticas, caracterização das matérias primas (canavieira, amilácea, oleaginosas e florestais). Panorama mundial e tecnologia para produção de etanol. Tratamento da matéria-prima/ processos de hidrólise. Processos para produção de biodiesel, relação entre matéria-prima e tipos de biodiesel. Pré-tratamento da biomassa. Multiprodutos da Biorrefinaria. Biomassa como fonte de geração elétrica. Ciclos de geração. Alternativas para o aproveitamento de resíduos e efluentes gerados nos processos produtivos.

 

Hidráulica, hidrologia e saneamento básico.

 

Opativas na área: nenhuma

 

Águas Subterrâneas

 

Conceito de aqüíferos e de águas subterrâneas. Parâmetros físicos. Princípios matemáticos dos escoamentos em meios porosos. Soluções analíticas. Exploração de águas subterrâneas. Poluição de aqüíferos.

 

Tópicos Especiais em Hidráulica e Saneamento: Impacto de Águas Pluviais sobre o Meio Ambiente.

 

Compreender os conceitos básicos de hidrologia aplicada à drenagem superficial. Avaliar a influência da ocupação urbana no escoamento superficial, suas conseqüências e possíveis soluções técnicas. Analisar e gerenciar o Plano Diretor de Drenagem Urbana de uma cidade.

 

Obras Hidráulicas

 

Aproveitamentos hidráulicos: finalidades, impactos, descrição de elementos constitutivos. Reservatórios: diagramas cota-área-volume, caudabilidade: curvas de massa e de diferenças totalizadas. Barragens de gravidade: análise de estabilidade, segurança ao tombamento e deslizamento, tensões no solo. Projeto duma seção estável e econômica. Vertedores para barragens: especificação do perfil, coeficiente de vazão, método para dimensionamento dum vertedor livre: equação do balanço de massa. Bacias de dissipação: análise da localização do ressalto para diferentes situações, dimensionamento duma bacia de dissipação simples. Modelos reduzidos:

elementos de Análise dimensional e semelhança mecânica. Projetos de obras

hidráulicas. Impactos ambientais de Obras Hidráulicas.

 

 

Outras áreas

 

Introdução à Programação

 

Programação em Meteorologia

 

 

3.      A sobrecarga de matérias relacionadas ao solo prejudica outras áreas do conhecimento

É nítido que há uma sobrecarga de disciplinas obrigatórias relacionadas à área agronômica que deveriam ser tratadas de outra forma para não prejudicar a formação adequada do profissional. Para  isso, as seguintes modificações são sugeridas:

- A disciplina “Aptidão, uso e sustentabilidade do solo” deve ser uma disciplina optativa, introduzindo espaço a disciplinas que devem ser obrigatórias, sugeridas anteriormente.

- A disciplina “Química do Solo” deve ser substituída por “Química Ambiental”, abrangendo as áreas de química do ar e água ao conteúdo.

Por concordar, assinamos este documento.

 

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