Substituição do Gestor do Centro Cultural José Octávio Guizzo sign now

MANIFESTO EM PROL DA VALORIZAÇÃO CULTURAL DE MATO GROSSO DO SUL

Alguma coisa está fora da ordem na cultura de Mato Grosso do Sul!

Muitas vezes tenho ouvido comentários de várias pessoas, sobre a falta de apoio e valorização da cultura em Mato Grosso do Sul. O que nos levou a analisar e procurar localizar onde estará o problema e, a partir do momento em que se identificá-lo, buscar a solução para que a cultura sul-mato-grossense possa florescer, desabrochando em toda a sua plenitude.

Há algo inegável e extremamente perceptível em Mato Grosso do Sul: nossa cultura é bovina!

Mas há um motivo para que se afirme isso, e não me refiro ao fato de sermos um estado agropastoril, o que, aliás, é louvável em virtude das riquezas e divisas que esta atividade angaria para o estado, mas em virtude do fato de alguns dirigentes da cultura em nosso estado se assemelharem aos bovinos que tantas riquezas trazem ao nosso belo estado.

Infelizmente tais dirigentes parecem assimilar apenas as piores características do nobre ruminante.
Mas por que será que estou dizendo isso? A resposta é simples: Por causa de péssimos exemplos que tive o desprazer de presenciar por parte de pessoas que deveriam ser as primeiras a zelar e cultivar pela nossa cultura.

Durante essa semana, um fato lamentável tornou claro o motivo pelo qual a nossa cultura é tão desvalorizada. Nessa ocasião uma pessoa que busca através de uma oficina teatral, um maior desenvolvimento cultural incorreu num erro que, se não fosse a ignorância e desconhecimento de normas que são tão afeitas a funcionários públicos, mas totalmente alheias a muitas outras pessoas que não fazem parte desse tão seleto grupo de nossa sociedade, poderia ser classificado como um erro grave.

Uma aluna de uma oficina de teatro naturalista, que ocorre no Centro Cultural José Octávio Guizzo, incorreu no erro de fumar no interior desse edifício público, hábito que não aprovo mas também não tenho motivos para recriminar; a referida aluna foi acusada de ter jogado as brasas de seu cigarro pela janela onde, supostamente, caíram sobre alguém, fato que não vi comprovação nenhuma, a não ser a alegação da suposta vítima.

Não seria muito mais simples se tão incidente fosse apenas notificado à aluna e informado a ela da impossibilidade de se praticar tal ato em um prédio público? Pois bem, tal fato foi informado a mesma, que imediatamente pediu desculpas com toda a humildade possível a suposta vítima do famigerado cigarro.

Que ótimo seria se tudo tivesse ficado por isso mesmo, mas tal fato não ocorreu! Por quê? Simples: Porque aquela que possui como função ser a gestora daquela casa de cultura e que, por conseguinte, deveria ser exemplo de cultura e educação superiores, agiu exatamente de maneira contraditória com o que se espera da mesma, dirigindo-se não apenas a aluna, mas a todos os alunos da oficina de teatro de maneira grosseira, rude, com palavras ofensivas em alguns momentos e até mesmo ameaças de ordem física e moral, mostrando um claro destempero emocional para quem tem como obrigação lidar com pessoas e não com ruminantes, a menos que seja ela mesma uma ruminante, sem querer ofender aos nobres bovinos de fato.

O fato é que não podemos ficar estagnados diante da imensa maré de hipocrisia que acontece na nossa cultura. Não podemos nos permitir perder nossos principais sentidos enquanto cidadãos: ouvir, ver, falar e criticar. A menos que tudo isso não faça mais parte da nossa sociedade, se assim o for, definitivamente não sabemos mais como viver em conjunto.

Gostaria então de propor, através desse manifesto, a todos os que são favoráveis a designação de dirigentes afeitos e ligados ao meio cultural à frente de órgãos públicos da cultura, em lugar daqueles que somente ocupam tais cargos em virtude de razões diversas daquelas que deveriam nortear tais escolhas, que demonstrem seu apoio através da assinatura do mesmo para que seja então levada a toda a sociedade sul-mato-grossense que a cultura desse estado não está sendo ignorada por aqueles que realmente se importam com ela.

Assim sendo, todos os que assinam esse documento vem solicitar ao digníssimo presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul a substituição da atual gestora do Centro Cultural José Octávio Guizzo por algum outro gestor que seja comprometido com a cultura do estado e, preferencialmente, alguém que de alguma forma esteja ligado a cultura estadual.

Campo Grande (MS), 27 de novembro de 2008.

Mário Pereira da Silva Filho

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