Prйvias Jб no PMDB para Presidente da Repъblica sign now

Ao Presidente do PMDB Nacional
Dep. Michel Temer

A prйvia й para valer. Nуs do PMDB exigimos prйvia para escolher o nosso candidato!

Solicitamos total empenho da presidкncia e da executiva do PMDB para a MANUTENЗГO DAS PRЙVIAS PARA O DIA 19 DE MARЗO DE 2006.

Estamos de pleno acordo com as palavras do Sen. Pedro Simon em seu discurso de 10 de marзo de 2006 no Senado:

"Apelo, pela TV Senado e pela Rбdio Senado, a vocк, meu irmгo, que estб assistindo, que й Vereador no interior do Brasil, membro do Diretуrio Municipal, Prefeito, Deputado Estadual ou Federal, que telefone, telegrafe, mande uma mensagem ao Presidente do PMDB, Michel Temer, ao Sr. Renan Calheiros ou ao Sr. Josй Sarney, dizendo: A prйvia й para valer. Nуs exigimos prйvia para escolher o nosso candidato! Deve haver uma movimentaзгo de todos, porque nгo podemos aceitar isso.

No outro domingo (19 de marзo), em todas as Capitais do Brasil, haverб uma urna. Os senhores deverгo sair dos seus Municнpios e ir а Capital do seu Estado para votar em Garotinho ou em Rigotto naquele que quiserem. Mas para votar. Os senhores devem fazer isso, devem cobrar isso. Nгo devem aceitar golpes de ъltima hora. Isso equivale a um golpe de Estado.

Antigamente, os militares iam para as ruas, derrubavam e nгo deixavam realizar eleiзгo. Pois agora sгo os nossos. Em uma eleiзгo democrбtica e aberta, meia dъzia, pensando nos seus interesses, nos cargos e nas vantagens que tem, estб vendendo a legenda do Partido.

Eu vou entrar no Conselho de Йtica. Eu vou entrar no Conselho de Йtica."

Trecho do discurso feito Sen. Pedro Simon (PMDB/RS) no Senado Federal em 10 de marзo de 2006.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) anunciou, em tom indignado, que acionarб o Conselho de Йtica do partido contra os senadores Renan Calheiros, presidente do Senado, e Josй Sarney, caso eles consigam evitar a realizaзгo da prйvia marcada para 19 de marзo, quando os peemedebistas escolherгo o candidato da legenda а presidкncia da Repъblica.

A decisгo foi comunicada na manhг desta sexta-feira, 10, no plenбrio do Congresso Nacional.

Revoltado contra as manobras para impedir a votaзгo, Simon condenou as artimanhas de Renan e Sarney: Negociam em nome do PMDB, nomeiam ministros e conversam com Lula para impedir o partido de ter candidato prуprio, esse comportamento й indigno.

E complementou: As bases querem as prйvias. A cъpula do partido quer a prйvia. Apenas Sarney, Renan e Suassuna (senador Ney Suassuna PMDB/PB) querem evitб-la.

Da tribuna, Simon usou o rбdio e a TV do Senado para conclamar todos os cerca de 22 mil peemedebistas para participarem da prйvia.

Нntegra do discurso do senador Pedro Simon:

"O SR. PEDRO SIMON (PMDB RS. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisгo do orador) Sr. Presidente, Srs. Parlamentares, venho a esta tribuna movido por um sentimento muito dolorido, porque estamos numa caminhada que busca a eleiзгo presidencial.

No Brasil, infelizmente, uma eleiзгo presidencial normalmente vem acompanhada de crise. Quando o Dutra ganhou, o Ministro da Guerra da ditadura, a UDN esperava que fosse o brigadeiro. Houve a crise. Em 50, os militares esperavam o brigadeiro. Ganhou Getъlio. Houve a crise com o suicнdio de Getъlio. Juscelino resolveu nomear Jango como Vice-Presidente. Joгo Goulart tinha sido Ministro do Trabalho de Getъlio, e um manifesto de coronйis tinha obrigado Getъlio a demiti-lo. Houve a crise e, por muito pouco, Juscelino nгo foi deposto. Por muita categoria, muita competкncia do Lott, a classe polнtica conseguiu que Juscelino assumisse e cumprisse o seu mandato.

Jвnio Quadros, uma esperanзa, era 50\% gкnio, 50\% louco. Permaneceu sete meses no poder e foi embora.

Em relaзгo ao Jango, houve uma luta para que ele assumisse, a legalidade do Brizola, e, depois, a sua derrubada. Cinco generais substituindo-se uns aos outros como ditadores!

Aquele foi o perнodo бureo do MDB. Se analisarmos com profundidade, em todas essas crises, em toda a histуria do MDB, em toda a histуria do Brasil, partido polнtico nгo tem participaзгo. Triste o destino dos partidos polнticos brasileiros. O prуprio Partido Comunista Brasileiro fez a Intentona Comunista, que deu errado. Um Partido que parecia herуico, que era o PT, deu nisso aн! O PSDB, um Partido composto de santos que saнram de vбrios Partidos, deu no que deu. E, agora, estamos aqui, аs vйsperas de um pleito.

O MDB foi o grande responsбvel, na йpoca da ditadura, pelo Brasil chegar а democracia. Houve alguns herуis, aqueles herуis que nгo ganham busto, como Ulysses dizia. Ulysses fez a campanha, andou pelo Brasil inteiro; ele tinha voto, ele tinha partido, ele tinha idйia, mas nгo tinha vitуria na eleiзгo. Um general jб estava eleito, e ele foi o anticandidato. Com o General Euler(*), quatro anos depois, ocorreu a mesma coisa: ele foi o anticandidato.

Depois, o MDB conseguiu, ainda que derrotada a emenda das Diretas Jб, ter candidato. Tancredo ganhou. Dizem que Deus й brasileiro, mas, аs vezes, me pergunto: Serб?! Tancredo nгo podia ter morrido. Nгo que o Presidente Sarney nгo tenha sido um grande Presidente. Foi. Um homem que realizou, um homem sйrio, um homem competente. Ele fez o mбximo que poderia ter feito, mas ele nгo era Tancredo. Ele era um ex-Presidente da Arena, colaborador do regime revolucionбrio. Fez o que podia fazer. Mas este Brasil seria diferente se o Tancredo estivesse assumido. Ele nгo seria substituнdo pelo Collor, como o foi. Nгo daria margem para que aparecesse um Collor da vida se o Tancredo tivesse feito o seu governo.

Este Congresso estб vivendo as horas mais amargas.

Meu nobre Senador Delcнdio, tenho carinho e respeito por V. ExЄ, mas nгo se ofenda: estou com dу de V. ExЄ, porque nгo sei como o meu nome vai entrar na histуria. V. ExЄ estб fazendo um trabalho fantбstico, assim como o Relator da comissгo de V. ExЄ, mas estб acontecendo o que estб acontecendo.

Naquela йpoca, tiramos o Collor, e assumiu o Itamar. Eu tive muita honra de ser Lнder do governo do Itamar. Tive de brigar muito com S. ExЄ para nгo ser ministro. E eu dizia que nгo aceitava ser ministro porque eu vinha da queda do Getъlio. Houve aqueles que derrubaram Getъlio e que, depois, assumiram ministйrios. E eu, que havia participado do impeachment liderando a CPI, nгo queria que dissessem que assumi o ministйrio para derrubar o Collor. Era uma questгo de йtica que muitos nгo entendem, й uma questгo de princнpio. Nгo aceitei. Mas ajudei muito o governo do Itamar e creio que foi um grande governo.

O Dr. Ulysses e o Quйrcia nгo deixaram o PMDB apoiar o Itamar. O candidato era para ser do PMDB. O Quйrcia quis ser candidato, foi candidato. Perdemos a eleiзгo, mas tivemos um candidato. Como antes, quatro anos atrбs, nгo deveria ter sido o Dr. Ulysses, mas ele foi candidato. Perdemos a eleiзгo, mas tivemos um candidato. Agora que estamos vivendo uma plenitude democrбtica, agora que o PMDB й o grande Partido nacional, deverнamos ter um candidato. A histуria escreve, e os destinos aparecem, аs vezes, da maneira mais estranha!

Nгo nego a V. ExЄs: quando o Lula ganhou a Presidкncia, pensei que houvesse mudado a histуria. Estava lб o Partido, o PT; estava lб o homem que finalmente mudaria o Paнs. O destino bateu а nossa porta, e vamos seguir o nosso caminho, confiei.

Quando sondado, quando o Lula e o Josй Dirceu jantaram na minha casa e nгo aceitei o Ministйrio, dias depois eu nгo dormia, porque todo mundo para quem eu falava isso dizia: Mas, agora que vamos salvar o Brasil? Vocк passou 40 anos brigando e agora nгo entra no Governo? Comecei a pensar: serб que fiz tanta besteira? Embora tivesse dito ao Lula: Nesta tribuna do Senado, Lula, posso te ajudar muito mais do que no ministйrio. No ministйrio haverб gente de montгo; no Senado, nгo haverб tanta gente. Eu posso te ajudar.

Foi essa a minha disposiзгo, mas deu no que deu. Se o Lula fizesse um Governo 50\% do que imaginбvamos, o PMDB nгo teria o que fazer. Talvez atй jб estivesse no PT, se visse que o PMDB era inviбvel; talvez estivesse defendendo uma outra posiзгo, e nгo terнamos o que discutir. Mas deu no que deu, com todo o respeito. Nгo quero nem entrar na anбlise, mas o PT nгo foi aquilo que imaginбvamos; o PT nгo cumpriu os compromissos assumidos.

Vimos agora o ilustre Senador do Mato Grosso do Sul fazer uma anбlise sobre a seriedade dos problemas de infra-estrutura da sua regiгo. Eu dizia para S. ExЄ com todo o respeito: Que bom se esse discurso fosse no inнcio do Governo Lula e se o Lula tivesse quatro anos para fazer! Mas V. ExЄ estб analisando os resultados dos quatro anos de Lula, que nгo fez, e estб pedindo entгo que ele faзa nos prуximos quatro anos. Esta й a realidade.

Entгo, chegou-se a esta situaзгo: estamos vivendo um quadro dramбtico. Estamos caminhando para uma eleiзгo, e vejamos o que estб acontecendo: por exemplo, ontem, o PFL absolveu o candidato do PT, e o PT absolveu o do PFL. O meu querido Lнder do PSDB e o Lнder do PFL me garantiram que nгo haveria acordo em hipуtese nenhuma. Mas foi estranho! Como parece que, daqui a dois dias, vai ser a mesma coisa; sempre se vai absolver um do PT e um do outro lado. Foi o que aconteceu.

No meio desse contexto, vamos para uma eleiзгo com o PSDB e o PFL de um lado, e o PT do outro. Tudo bem, vamos! Mas o PMDB Nгo entender sua posiзгo? Nгo entender que ele tem obrigaзгo? Hб coisas na vida que sгo obrigaзгo. Hб momentos em que se pode entrar e outros em que nгo se pode! O Senador Delcнdio pode ser candidato a Governador do Mato Grosso, mas pode nгo ser. Eu, se fosse S. ExЄ, nгo seria. Com todo o respeito e carinho que tenho por S. ExЄ, entendo que esta й a vez do outro. Eu esperaria quatro anos. Mas ele pode concorrer, embora nгo tenha a obrigaзгo de concorrer.

Mas o PMDB tem obrigaзгo, o PMDB nгo pode pura e simplesmente dizer: E vou assistir!, como estгo fazendo.

Com toda sinceridade, estou pensando, embora o Conselho de Йtica ninguйm leve a sйrio, em levar para lб o nome de alguns homens do PMDB, porque nгo й possнvel.

O PSDB estб vivendo um papel difнcil: dois grandes nomes, dois candidatos que em vez de somarem, atй agora estгo-se desgastando. Perdoe-me Senador, mas atй agora estгo-se desgastando. No entanto, estгo cumprindo o seu papel. Ninguйm tem dъvida de que, seja um, outro ou um terceiro, o PSDB vai ter o seu candidato. E nгo poderia ser diferente. Como o PSDB vai deixar de ter um candidato? Como ele vai deixar de ter um candidato?

O Sr. Arthur Virgнlio (PSDB AM) Senador Pedro Simon, trinta segundos?

O SR. PEDRO SIMON (PMDB RS) Com o maior prazer.

O Sr. Arthur Virgнlio (PSDB AM) Eu concordo, й um desgaste enorme, que a mim me tem causado uma irritaзгo grande, e V. ExЄ tem razгo na argumentaзгo que desenvolve. A nossa vontade de cumprir o compromisso de candidatura prуpria й tгo grande que os dois se engalfinham e estгo-se desgastando, mas a definiзгo й que vamos para a luta com cara prуpria.
O SR. PEDRO SIMON (PDMB RS) Й verdade. Corretнssimo, corretнssimo! Й uma coisa que apareceu, mas ninguйm estб pensando que o PSDB nгo tem candidato. Ficou limitado a dois, mas teria mais do que isso. Teria V. ExЄ, Senador, e o Senador Tasso Jereissati, que, na minha opiniгo, й uma figura espetacular e que ainda vai ser Presidente da Repъblica. Entгo, o PSDB tem candidato.

Agora, o PT estб em uma situaзгo muito difнcil, mas estб-se recompondo, a gente tem que tirar o chapйu. O Lula levou um tiro em cada asa e estб-se mantendo, estб lutando e estб dando forзa. Eu fico impressionado com a sua capacidade. Se fosse eu, jб estaria abatido. Se visse o jornal e as coisas que aconteceram, eu jб estaria no chгo, com depressгo, nгo seria mais candidato. O Lula tem garra e й o ъnico cara que o PT tem.

Mas e o PMDB? O Dr. Josй Sarney nгo deveria fazer o que faz para manter uns carguinhos no Governo, quer dizer o de Ministro de Minas e Energia, de Presidente da Eletrobrбs e do quк. O Sr. Renan, para ter uns carguinhos no Governo, estб na briga de agora. O PMDB quer o Ministro dos Transportes. Se o Renan conseguir que o PMDB nгo tenha candidato, o Ministro dos Transportes serб do PMDB. Isso й triste, isso й triste.

Entгo, hб o Dr. Sarney, o Dr. Renan, o Dr. Suassuna e mais alguns para alguns cargos que o PT estб dando. E querem manter esses cargos. O que aparece й dramбtico: essas pessoas, esses homens pensam e preferem ficar no PT com esses cargos a ter um Presidente do PMDB, porque acreditam que, sendo o Presidente do PT, os trкs mandarгo.

O PT cometeu um erro gravнssimo, meu querido Lнder. O PT deveria ter negociado com o PMDB. O PT nгo precisava comprar Deputado e Senador, nem dar emenda. Poderia atй ter um diбlogo aberto e franco com o conjunto do PMDB, fazer uma composiзгo, uma alianзa, um entendimento, mas fez isso com o Sarney e com o Renan, deixando o PMDB de fora. Essas pessoas que fizeram parte do entendimento estгo com altнssimos cargos e querem mantк-los.

O Lula e o PT estгo na deles. Se o PMDB nгo tiver um candidato e os apoiar, й quase certo que terminem sendo eleitos no primeiro turno. No entanto, o PMDB nгo estб na deles. O PMDB tem obrigaзгo de ter candidato. O PMDB fez uma convenзгo e aprovou uma prйvia. Viajei com o Rigotto pelo Brasil, percorri todos os Estados do Brasil e percebi uma unanimidade. Fomos lб no Maranhгo do Dr. Sarney, onde hб unanimidade. Todo o PMDB do Maranhгo quer uma candidatura prуpria. Estivemos no Alagoas do Senador Renan Calheiros e todo o PMDB de Alagoas quer uma candidatura prуpria. O que estamos vendo?

No domingo que vem, haverб as prйvias do PMDB. A rigor, no domingo que vem comeзa a campanha, porque, nesta semana, entre hoje, o final de semana e segunda-feira, a notнcia й de que o PSDB escolhe o candidato. No domingo que vem, o PMDB escolhe o candidato na prйvia. O do PT jб й o Lula; o P-SOL jб estб com a candidata preparada para comeзar. Terminada a prйvia do PMDB, estarгo os quatro candidatos na rua. Mas o que acontece? O Dr. Sarney, o Dr. Renan e o Dr. Suassuna querem suspender a prйvia. Quer dizer, querem marcar uma reuniгo da Executiva para segunda ou terзa-feira para suspender a prйvia de domingo. E falam em йtica? Mas que comportamento й esse, meu Deus do cйu?

Apelo, pela TV Senado e pela Rбdio Senado, a vocк, meu irmгo, que estб assistindo, que й Vereador no interior do Brasil, membro do Diretуrio Municipal, Prefeito, Deputado Estadual ou Federal, que telefone, telegrafe, mande uma mensagem ao Presidente do PMDB, Michel Temer, ao Sr. Renan Calheiros ou ao Sr. Josй Sarney, dizendo: A prйvia й para valer. Nуs exigimos prйvia para escolher o nosso candidato! Deve haver uma movimentaзгo de todos, porque nгo podemos aceitar isso.

No outro domingo, em todas as Capitais do Brasil, haverб uma urna. Os senhores deverгo sair dos seus Municнpios e ir а Capital do seu Estado para votar em Garotinho ou em Rigotto naquele que quiserem. Mas para votar. Os senhores devem fazer isso, devem cobrar isso. Nгo devem aceitar golpes de ъltima hora. Isso equivale a um golpe de Estado. Antigamente, os militares iam para as ruas, derrubavam e nгo deixavam realizar eleiзгo. Pois agora sгo os nossos. Em uma eleiзгo democrбtica e aberta, meia dъzia, pensando nos seus interesses, nos cargos e nas vantagens que tem, estб vendendo a legenda do Partido.

Eu vou entrar no Conselho de Йtica. Eu vou entrar no Conselho de Йtica.

O Sr. Mгo Santa (PMDB PI) Senador Simon.

O SR. PEDRO SIMON (PMDB RS) Essa gente nгo pode fazer o que estб fazendo. Eu vou para a reuniгo da Executiva. Nгo sei o que vai acontecer comigo, mas farei o meu protesto. Se for preciso fazer como alguns, que rasgaram a urna, eu a rasgarei, para nгo deixar que se realize uma reuniгo da Executiva na ъltima hora, a fim de suspender uma prйvia que jб estб marcada e a respeito da qual todo o Brasil estб na expectativa.

Pois nгo.

O Sr. Mгo Santa (PMDB PI) Senador Pedro Simon, й bom recordarmos a Histуria. Antes de assumir meu mandato no Senado, eu compareci a uma reuniгo. O Lнder era o hoje Presidente Renan. Ele queria eleger-se Presidente do Senado. Pedi a palavra foi 15 dias antes de tomar posse e disse que queria dar um ensinamento do Piauн, de Petrфnio Portela: Hб prazo, nгo hб pressa. Para quк essa decisгo agora? V. ExЄ tambйm postulava e tem o meu voto. Esse й um direito que me assiste. V. ExЄ й o meu lнder no PMDB. Й subjetivo, mas й. Nгo tenho quem me tire o direito de segui-lo, de acompanhб-lo. Quero assinar qualquer requerimento de V. ExЄ. Ele recuou diante da inspiraзгo de Petrфnio Portela. Quinze dias e nуs dois fomos para o que chamo de Iraque. Era lб na Paraнba, onde estavam o Sr. Quйrcia e o Sr. Sarney. Estava feio, com esse mesmo clima. Era o general Sarney contra o coronel Renan. E nуs fomos. V. ExЄ, com o espнrito de Sгo Francisco - onde hб discуrdia, que eu leve a uniгo -, recuou do pleito justo de ser Lнder. Sarney, Presidente, e Renan, o Lнder. Hoje, estamos aн. Esse PMDB cresceu pelo recuo de V. ExЄ. Foi essa uniгo que se concedeu e foi com essa mesma uniгo que fomos para uma convenзгo em que houve a decisгo pela prйvia. O mundo й plano. Com a globalizaзгo atual, a democracia й do mundo. Essa ausculta da base faz parte da cultura democrбtica do mundo e chegou ao Piauн. Quero dizer a V. ExЄ que nуs estamos aqui. Outro lнder estб ali. Estб ali Rui Barbosa. Ф, Presidente Sarney, ф Renan, por que ele estб ali? Ele recebeu propostas desses carguinhos. Queriam os militares da Primeira Repъblica que se sucedessem. Aн, ele disse: Estou fora! Ofereceram um Ministйrio: Nгo troco a trouxa de minhas convicзхes por um Ministйrio. Esse й o nosso compromisso. E digo que quero ser o Cirineu(*) de V. ExЄ nessa batalha pelo PMDB. E hoje considero a unidade de comando e direзгo o nosso Presidente Michel Temer, a quem devo obediкncia. E o encantado no fundo do mar: Ouзa a voz rouca das ruas. O PMDB estб ouvindo o povo que estб nas ruas. Sгo seus militantes, seus vereadores, seus delegados, seus suplentes de delegados, seus presidentes de diretуrios, seus Prefeitos, seus Vice-Prefeitos, seus Deputados Estaduais e Federais e seus Senadores. Entгo, й essa a nossa luta.

O SR. PEDRO SIMON (PMDB RS) Agradeзo o aparte de V. ExЄ.

O PMDB й, hoje, o partido que tem o maior nъmero de Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais, Governadores, Prefeitos e Vereadores e o maior nъmero de filiados. A ъltima pesquisa de opiniгo pъblica sobre o partido com que o povo tem mais identidade demonstrou que o PT perdeu 50\% e o PMDB aumentou 50\% e se transformou no partido, longe, que tem mais simpatia da opiniгo pъblica brasileira.

Ter candidato й natural. Ir para o debate e apresentar idйias й natural. Acho que, no choque das dificuldades entre o discurso do PT e o discurso do PSDB, o Rigotto, por exemplo, tem chance, muita chance, porque ele tem a palavra, a biografia e o momento exato de apresentar o seu programa. Na pior das hipуteses, se nуs nгo ganharmos, nгo hб nenhuma dъvida de que o PMDB, no segundo turno, definirб quem ganha, porque quem o partido apoiar ganharб. E poderб fazer um acordo de alto nнvel com quem ganhar e for para o segundo turno, nгo um acordo com Renan Calheiros, Josй Sarney, Ney Suassuna, mas um acordo do PMDB com o partido vencedor. Mas, se for para o segundo turno com o Lula, o PMDB ganha, porque o PSDB nгo tem outro caminho senгo votar em nуs. Se for PMDB com PSDB, nгo tem outro caminho ao Lula senгo votar em nуs.

Й triste ver o Brasil inteiro entusiasmado, empolgado, achando que hб candidato do PMDB. Й o momento, й a hora, e aparece uma manchete do Dr. Sarney, dizendo: Nгo, o PMDB nгo pode ter candidato. Nгo tem ninguйm em condiзхes de ser candidato. E aparece o Dr. Renan dizendo: Nгo, o PMDB nгo tem candidato. O PMDB nгo tem condiзхes de ter candidato. E aparece o Sr. Suassuna: Nгo, o PMDB nгo tem candidato, nгo tem condiзхes para ter candidato. Й cedo para ter candidato. Entгo, a tese agora do Dr. Renan Calheiros й a de que й cedo para ter candidato, porque й muito cedo ainda para fazer a prйvia. Ele nгo й contra a prйvia, sу acha que a prйvia nгo deve ser feita agora, mas em maio, em junho, agosto.

O Senador Renan, quando jovem, pegou o Governador do PMDB, Dr. Collor, e, na China, ele e mais quatro lanзaram-no candidato a Presidente da Repъblica. E o Collor saiu do PMDB, fundou o PRN e se lanзou candidato, contra Ulisses, contra Brizola, contra Lula, contra Aureliano, contra Covas. Atй junho, julho, ele tinha 2\% das intenзхes de voto e ganhou a eleiзгo. E o Renan foi o Lнder do Governo dele. Engraзado que o Renan, naquela йpoca, em janeiro, estava tгo apaixonado por lanзar um candidato que, depois, saiu do PMDB. Ele esteve lб no meu Estado eu era Governador do Rio Grande do Sul , procurando-me, inclusive convidando-me para ser seu vice, atй dizendo: O senhor jб foi Ministro, Senador e й Governador. V. ExЄ pode ir para a Presidкncia e eu para vice. Olhei e ri, achando que era uma piada. A piada era eu, porque eu estava diante de um candidato a Presidente da Repъblica e nгo imaginava isso. Ali, o Renan achou bacana. E, agora, o Dr. Renan acha que nгo, que devemos deixar a prйvia lб para maio, para junho, para agosto. Ora, nгo fica bem, nгo fica bem. E as pessoas dizendo que o PMDB estб de olho arregalado porque quer o Ministйrio dos Transportes. Quer porque quer esse Ministйrio. Entгo, na vйspera de uma eleiзгo, vai assumir o Ministйrio dos Transportes e deixar de ter candidato а Presidкncia da Repъblica. Isso nгo й sйrio, isso nгo й sйrio. Na verdade, temos de ver o seguinte: o PMDB tem uma unidade, sua Bancada, seus Prefeitos, seus Vereadores, a sua sociedade, os seus lнderes e as suas bases. Quero ver o Dr. Sarney, o Dr. Renan e o Dr. Suassuna apresentarem aqui ou nas bases contra a candidatura prуpria, contra o PMDB ter um candidato.

Faзo um apelo, primeiro, a esses homens para que nгo faзam uma convocaзгo da Executiva. Segundo, que nгo a levem a votar pela suspensгo das prйvias. Imagine V. ExЄ, terзa ou quarta-feira a prйvia й domingo , reunir-se a Executiva e dizer: nгo haverб mais prйvia. Isso й acabar com o Partido; isso й desmontar o Partido; isso й desmoralizar o Partido. Isso й aquela demonstraзгo realmente de que o Dr. Renan, que jб passou por vбrios partidos S. ExЄ pertenceu a vбrios partidos antes, e dizem alguns que haverб vбrios depois , e o Dr. Sarney, que sempre foi do PMDB, mas nunca foi um apaixonado pelo partido, na verdade, sгo pessoas que nгo tкm o estнmulo, a paixгo, a vida pelo Partido.

Olho para o PFL e vejo os companheiros daquele partido numa luta dramбtica. O PFL, hб quatro anos, lutava para fazer de Roseana Sarney candidata a Presidente ela estava na cabeзa das pesquisas. Aн, o Governo do PSDB fez aquela injustiзa: foram lб e fizeram um espalhafato com o dinheiro em cima da mesa, e ela nгo pфde ser candidata. O PFL agora inclusive tentou lanзar a candidatura do Prefeito do Rio de Janeiro, tentando fazer dele um candidato, tentando encontrar um nome para ser candidato, e, nгo podendo fazк-lo, vai para o PSDB, de mгos amarradas, porque nгo tem outra saнda.

Para o PMDB, o que й isso? No inнcio do Governo, tem de dar governabilidade. Fui o primeiro que falou: tem de dar governabilidade. O PT nгo tinha maioria no Congresso e, se o PMDB fosse para a Oposiзгo no inнcio deste Governo, por amor de Deus, tudo isso que estб acontecendo aconteceria duas vezes mais e dificilmente o PT sairia do impeachment, que seria votado aqui. Lembro-me de que fui um dos que, na hora em que alguns quiseram e o PFL na frente reunir uma comissгo de juristas para estudar o impeachment do Presidente Lula, foram contra e chamei-os: Vocкs estгo enganados, o impeachment nгo se pede numa comissгo de juristas. O impeachment discute-se na Comissгo de Йtica, na CPI, com o povo, com a sociedade. A sociedade empurra o Congresso Nacional para pedir o impeachment, e nгo a comissгo de juristas. Quanto а governabilidade, tudo bem, mas ninguйm estб querendo a governabilidade, ninguйm estб buscando a governabilidade do Lula. Vou dizer uma coisa, para o Lula й muito melhor concorrer a Presidente, o PSDB ter o seu candidato, a Heloнsa Helena ser candidata e o PMDB ter o seu candidato. Aн й certo que haverб segundo turno, no qual O PMDB pode ter um papel muito importante. Se o PMDB resolver se suicidar, desaparecer do mapa, ser um partido de terceira linha, para que o Presidente Sarney possa fazer um acordo no sentido de que o PSDB apуie a Roseana lб no Maranhгo e para que o Presidente Sarney, candidato ao Senado, possa apoiar alguйm de um outro partido lб no Amapб, para que o Renan, candidato ao Senado ou a Governador, possa fazer um acordo com outro partido ou seja lб o que for, em troca disso, nуs nгo teremos candidato a Presidente.

Qual й o partido que tem candidatos mais quentes a governador do Rio Grande do Sul do que o PMDB? No Rio Grande do Sul, o candidato mais forte й do PMDB; em Santa Catarina, o candidato mais forte й do PMDB; no Paranб, o candidato mais forte й do PMDB; em Sгo Paulo, eu acho que й o PSDB, й o PT, mas o Quйrcia estб lб disputando; no Rio, o candidato mais forte й do PMDB; em Minas Gerais, se o Governador for candidato, ele й o mais forte; mas, como ele estб falando em nгo ser, de repente, pode aparecer o Itamar com uma candidatura forte. Na maioria dos Estados, o candidato mais forte й do PMDB. Se o PMDB tem mais palanque nos Estados, por que, de repente... No Piauн, o candidato mais forte й V. ExЄ. No entanto, vou ao Piauн e vejo que, de um lado, o partido todo quer o Mгo Santa como candidato a governador e, de outro lado, o Alberto Silva, presidente, e outros querem fazer um acordo e o Mгo Santa nгo ser candidato a governador. Eleito que ele estб. Й uma nomeaзгo o Mгo Santa! No entanto, a cъpula estб imaginando nгo deixar ele ser candidato a governador. Mas onde nуs estamos?

Esse й um momento sйrio, Sr. Presidente. Mas alguйm quer dizer que o PMDB nгo tem lideranзa nacional. Cada Estado tem um lнder, por isso que nгo pode se unir e apresentar um candidato. O PSDB, em cada Estado, tem um lнder. Olhe para o PSDB. Quem й que manda no PSDB do Paranб, Senador Alvaro? Qual й a forзa que o Tasso Jereissati tem no PSDB do Rio Grande do Sul? Cada Estado tem o seu lнder. Agora, os lнderes reъnem-se em torno do que й bom para o partido no nнvel nacional.

Entгo, o PMDB ter lнderes locais, sгo lнderes regionais, como, por exemplo, sou lнder no Rio Grande do Sul, um governador й lнder em Santa Catarina, o outro governador й lнder no Paranб, o outro й lнder no Rio de Janeiro. Termos lideranзas locais nгo quer dizer que nгo podemos nos reunir, ter uma candidatura prуpria e nos reunir em torno desse candidato.

O que nos impede de ter um candidato nгo й ter lideranзas regionais, porque os outros partidos tambйm tкm. O que nos impede de ter candidato sгo trкs pessoas: o Senador Suassuna, o Senador Sarney e o Senador Renan, que estгo fazendo um esquema diabуlico para impedir o PMDB de se consolidar como partido, de levar o PMDB para uma posiзгo de segunda linha, escalгo secundбrio. Nem й um fato de grandeza, de espнrito pъblico, nгo й nem um grande acordo, como se fez no passado. Por exemplo, Juscelino foi lб, buscar o Jango. Pegou contra ele os militares, foi uma guerra quando ele fez o acordo com o PTB porque o PSD tradicional, Nereu Ramos, os clбssicos nгo queriam, de forma nenhuma, nem o Juscelino, muito menos o apoio do PTB, muito menos ainda o Joгo Goulart. Mas aн foi um acordo histуrico. O Juscelino foi buscar, enfrentou os militares, enfrentou a burguesia porque com o Jango ele ganhava a eleiзгo! E ganhou a eleiзгo. Isso й uma coisa.

Mas nгo й isso que essa gente estб pregando. Nгo й para ganhar a eleiзгo que o Sr. Sarney, o Sr. Renan e o Sr. Suassuna estгo fazendo isso tudo. Estгo fazendo para manter os carguinhos que tкm, para manter um acordinho, para que o PMDB nгo apareзa com a sua letra, com a sua biografia, com a sua histуria, com a sua gente, com o seu poder, com a sua autoridade! Para que, daqui a algum tempo, o PT nгo faзa o erro estъpido que fez. Em vez de fazer um acordo, um entendimento com o PMDB, direзгo para direзгo, comando para comando, foi fazer o acordo com dois ou trкs, dando um Ministйrio para um, outro Ministйrio para outro. E aconteceu isso. E o mensalгo para cб. E, na hora de votar um projeto importante, lб se vгo as emendas. E passou a ser um troca-troca, compra e venda a atuaзгo aqui. Isso, parece que alguns querem continuar.

Por isso, acho que nem para o Lula й bom isso. Й muito melhor o Lula apresentar um candidato a Vice e ir para sua campanha, e o PSDB, para a dele, e o PMDB, para a dele, e a Heloнsa Helena, para a dela, e depois vamos ver o que acontece. No segundo turno, vamos discutir. No segundo turno, vamos ver. Eu acho que o PMDB vai para o segundo turno. Se for, boto minhas duas mгos no fogo como ele ganha. Se nгo for, o PMDB vai decidir quem vai ganhar a eleiзгo, porque o PMDB, com a autoridade, com a forзa, com o prestнgio, com a credibilidade, com o respeito, com a bancada enorme que vai ter de Deputados, de Senadores e de Governadores, serб o fiel da balanзa do segundo turno. Se o PMDB nгo for, fazer um acordozinho ali, e o Presidente Sarney jб fez e pegou os carguinhos dele, e o Renan jб fez e pegou os carguinhos dele, e o Suassuna jб fez e pegou os carguinhos dele, e o PMDB fica um partido de terceira linha, e estб iniciado o esvaziamento talvez definitivo do nosso Partido.

Pois nгo.

O Sr. Cristovam Buarque (PDT DF) Senador Pedro Simon, й bom vermos alguйm aqui fazendo uma dissecaзгo atй do seu prуprio partido. Mas acho que a gente precisa colocar um outro ingrediente. A culpa de tudo isso nгo й apenas dos lнderes do PMDB, nгo й do Palбcio do Planalto nem dessa conivкncia entre os dois; a culpa й de todos nуs. Nуs deixamos, Senador Delcнdio, que se fortalecesse no Brasil o pensamento ъnico dominante. Deixamos que as pessoas pensem que nгo hб sonho alternativo, que nгo hб nem mesmo alternativa dentro atй dos sonhos que estгo aн. E assim os partidos ficam todos iguais. Nгo hб diferenзa fundamental entre os partidos, nem entre eles nem tambйm quando analisamos dentro deles e que tem de tudo dentro de cada partido. Perdemos a capacidade de oferecer alternativas que pareзam reais, concretas e ao mesmo tempo transformadoras. Alguns sгo transformadores, outros sгo responsбveis. Nгo estamos formulando uma proposta que unifique a transformaзгo com a responsabilidade. Nгo estamos oferecendo um sonho alternativo, e, aн, todo o futuro, todas as anбlises, todos os acordos sгo em funзгo de nomes, de nъmeros de ministйrios, de interesses imediatos, sem sonhos de mйdio e longo prazo. Estб na hora de fazermos essas crнticas porque essas lideranзas nгo estгo а altura do momento que o Brasil vive, mas tambйm fazer uma autocrнtica. Sinto-me culpado, como Senador, de nгo estar conseguindo sensibilizar, de nenhuma maneira, aqueles que podem representar uma alternativa. A prуxima eleiзгo vai se dividir entre aqueles que vгo votar no continuнsmo, aqueles que vгo votar na raiva voto nulo, contestaзгo e alguns que vгo votar em propostas. Quantos? Talvez pouquнssimos. Esse pensamento ъnico й que faz com que as lideranзas do PMDB nгo se sintam em condiзхes, alйm de suas prуprias nгo vou chamar de mediocridades ideolуgicas, mas de suas prуprias limitaзхes. Essa falta de alternativas faz com que eles terminem caindo na mesmice do Governo Lula, na mesmice do PSDB, na mesmice do PMDB tambйm. Mesmice por falta de clareza da nгo-mesmice.

O SR. PEDRO SIMON (PMDB RS) Nobre Senador, V. ExЄ sabe que nгo й fбcil, tanto que V. ExЄ, um homem brilhante, terminou tendo de sair do Partido porque o Partido nгo correspondia ao que V. ExЄ esperava. Tenho outro estilo. Nгo saн do PTB, fui vereador e deputado pelo PTB. Extinto o PTB, mudei a placa no Rio Grande do Sul e botei PMDB, e fiquei no PMDB.

Nunca me esqueзo: Mбrio Covas, eu Governador, e ele lб no Rio Grande do Sul, me fazendo um apelo dramбtico para que fosse para o PSDB e eu fazendo um apelo dramбtico para que ele ficasse no PMDB. E eu dizia: Mбrio Covas, o senhor й nosso grande homem. O senhor й o Presidente da Repъblica. Com Ulysses, sem Ulysses, querendo, nгo querendo, a Presidкncia da Repъblica й tua, vai ser tua. E terminou naquilo: Mбrio Covas em quarto, Brizola em terceiro e Lula em segundo; e Ulysses lб no fim. Como lutei para que o Dr. Ulysses retirasse sua candidatura e apoiasse Covas! E ele disse para mim eu Governador: Й, para ti й fбcil nгo й, Simon? sair daqui e apoiar o Mбrio Covas. Por que й que nгo pede para apoiar o Brizola? Respondi: Dr. Ulysses, estб enganado. Se o PMDB decidir apoiar o Brizola, eu bato palmas dez vezes. Й que penso que, em Sгo Paulo, tirar um paulista para apoiar um gaъcho, acho que vai ser difнcil. Por isso й que estou dizendo: sai um paulista e fica outro paulista que era PMDB atй ontem. Mas se o senhor achar que o problema й de botar o Brizola, fico dez vezes mais satisfeito. Mas deu no que deu. O PSDB digamos atй que chegou ao poder, mas nгo como gostarнamos; chegou ao poder paulista demais perdoem-me a sinceridade. Chegou ao poder com os paulistas praticamente, e hoje estamos vendo que os paulistas estavam lб na йpoca da ditadura militar; os paulistas estavam lб na йpoca do Fernando Henrique; os paulistas na йpoca do Lula estгo lб. Sу nгo estiveram no Governo Itamar Franco, em que o Ministro da Fazenda foi de Pernambuco, e o Ministro do Planejamento, de Minas Gerais. E a Folha colocou: Dupla Caipira comanda o Brasil. Mas ele nгo colocou.

Entгo, a luta foi difнcil no PMDB. O Dr. Ulysses Guimarгes й um grande nome, mas teve um inнcio bem diferente. A Executiva do PMDB era Ulysses Guimarгes, Nelson Carneiro, Amaral Peixoto, Tales Ramalho*; era uma Executiva ultraconservadora.

Modйstia а parte, em 1979, quando cheguei aqui como Senador, a Executiva mudou 100\%. Ulysses Guimarгes saiu desse grupo e veio para o grupo de cб, onde estбvamos eu, Chico Pinto, Miguel Arraes, Teotфnio Vilela, e o PMDB passou a ter a verdadeira bandeira e exercer o seu verdadeiro papel. E durante todo o tempo em que estivemos na Executiva do PMDB, ele foi o grande Partido da vida deste Paнs; durante todo esse tempo. Foi o PMDB que teve a coragem de se reunir em uma assemblйia, lб no Rio Grande do Sul, lanзar uma bandeira constituinte diretas jб, fim da tortura e anistia e terminar nгo aceitando guerrilha, voto em branco ou extinзгo de partido. Lanзamos a nossa bandeira, fomos para a rua, o povo foi atrбs, e ganhamos a eleiзгo! Mas, aн, o Tancredo morreu, o Dr. Ulysses ficou brigando com Sarney; nгo tivemos a coragem nem de ir para Oposiзгo, nem de ficar no Governo Sarney, e pagamos o preзo.

Agora, estamos lutando, Senador. Hб quatro anos, eu era candidato а Presidкncia da Repъblica e percorri o Brasil inteiro. Por onde eu andava, tinha o apoio de todo o mundo. Quando chegou a hora, suspenderam a prйvia, nгo deixaram sair a prйvia, terminaram com a prйvia, e, na hora da convenзгo, nгo havia uma chapa partidбria. A chapa era Serra e a vice-presidкncia do PMDB. E o candidato do Partido? Bom. Se essa nгo passasse, colocariam o candidato do Partido.

Entгo, vimos lutando, mas, nгo й fбcil. Hб quatro anos, eu era candidato a Lнder da Bancada. O Sarney seria Presidente, e o Pedro Simon, Lнder da Bancada. Tinha a maioria da Bancada e tinha condiзхes de ganhar. Aн, lб na Paraнba, o Dr. Sarney faz entendimento com o Renan, que era o outro candidato a Presidente, e fez um apelo para que eu abrisse mгo da candidatura а Lideranзa: Sarney seria o Presidente, Renan seria Lнder, e eu ficaria para daн a dois anos. Dois anos depois, quem entrou no lugar foi o Suassuna; nunca mais se falou no Pedro Simon.

Nгo й fбcil, Senadora. V. ExЄ saiu do PT por causa disso, porque sabe que nгo й fбcil. A luta contra os que mandam, os que comandam o Paнs nгo й fбcil. Olha, temos uma grande coisa: eu era do MDB do Rio Grande do Sul. O velho MDB do Rio Grande do Sul й o mesmo de sempre. Lб, estamos com a mesma idйia, com o mesmo ideal, com a mesma bandeira e com a mesma garra. Nуs estamos ali preparados; atй se tiverem de vir a cavalo, os gaъchos do PMDB vкm a cavalo a Brasнlia no dia da prйvia. Lб, nуs estamos preparados, pois mantivemos a unidade, o entendimento e o respeito entre nуs.

Й muito difнcil esse tipo de luta, quando se diz a um Senador que ele vai receber emenda. A emenda й que darб o mandato para ele, uma emenda de tantos milhхes. Fica conosco que vai ganhar a obra tal. Nгo, mas nуs vamos nomear o Fulano de tal e o Beltrano de tal. Isso que o PT estб fazendo й muito triste, muito triste. Lamentavelmente, esse troca-troca й uma realidade, uma triste realidade.

Atй acho muito estranho que, apesar de tudo isso, a oito dias da prйvia, as bases do PMDB querem a prйvia. А revelia do Presidente do PMDB, que tambйm quer a prйvia, a cъpula do Sr. Renan, do Sr. Sarney e do Sr. Suassuna quer manobrar no sentido de evitб-la. Querem fazer com que Ministro saia e vб para a Executiva, querem forjar uma reuniгo da Executiva a quatro dias da prйvia, para anulб-la.

Estamos fazendo o mбximo, meu querido Senador Cristovam Buarque. O Garotinho, de um lado, e o Rigotto, do outro, percorrem o Brasil inteiro, em uma campanha magnнfica, de respeito e de recнproco conhecimento; uma campanha de grandeza com relaзгo ao Governo. Ninguйm estб pregando a luta armada, nem a guerra. Hб respeito, e os dois dizem que, se ganhar o Garotinho, o Rigotto apуia; se ganhar o Rigotto, o Garotinho apуia. Qual й o problema?

Й triste. Alguns pensam que, como tкm forзa nos seus Estados... Alguns Estados sгo um pouco pequenos, ou muito distantes, e a figura do Senador й tгo importante, tгo ilustre, tгo brilhante, que isso passa desapercebido, e o que ele fala lб й cumprido. Mas o tempo volta, e a histуria termina por ser esclarecida cada detalhe e cada fato. Cada um terб de assumir a responsabilidade pelo que fizer aqui. Cada um terб de assumir a responsabilidade pelo que fizer aqui.

Eu, velho cabo de guerra, que ainda tenho boca para falar, mantenho a mesma linha ao longo de toda essa vida. Podia ser Ministro do Fernando Henrique, e nгo aceitei; podia ser Lнder do Fernando Henrique, e nгo aceitei. Com respeito, porque disse, quando ele fez alianзa com o PFL, que eu nгo ia me entender, eu ia causar problema. Entгo, era melhor eu nгo aceitar, para nгo causar problema. Mas, hoje, tenho autoridade para dizer que estou na mesma linha. Eu acho que o velho MDB estб sendo convocado. E, repito, para minha surpresa.

Terminei de fazer uma cirurgia da coluna. Graзas a Deus, Deus foi bom demais comigo, porque todo o mundo achava que as conseqькncias seriam imprevisнveis; nгo sabiam se eu ia continuar caminhando. Parece que Deus me pegou ali, e estou aqui, caminhando e falando. Nгo quero nada e nгo busco absolutamente nada a essa altura da minha vida, apenas a obrigaзгo que tenho com o meu Paнs.

Eu joguei muito para que o Fernando Henrique desse certo. Joguei muito para que o Lula desse certo. Acho que estamos vivendo a hora mais difнcil da histуria brasileira, e quem fala й alguйm que viveu todos esses momentos. Eu era um guri, presidente da UNE quando fui ao Juscelino, Presidente da Repъblica.

O SR. PRESIDENTE (Mгo Santa. PMDB PI) Senador Pedro Simon, sу gostaria de lembrб-lo que V. ExЄ estб hб 50 minutos na tribuna. Embora reconheзamos eu e o Paнs que sгo os 50 minutos mais importantes da histуria deste Parlamento e da histуria mais verdadeira, contribuiзгo para a democracia, mas й porque, pacientemente, aguardam alguns Senadores inscritos.

O SR. PEDRO SIMON (PMDB RS) Encerro jб, Sr. Presidente.

Creio que a histуria escreveu que esta seria a vez de o PMDB dizer presente, e nгo podemos fugir а nossa responsabilidade. Nуs nгo podemos fugir а nossa responsabilidade, que й apresentar uma candidatura, ter um programa e falar a verdade. Isso, por exemplo, й o que tem o Rigotto*. Vai ver a vida do Rigotto...

(Interrupзгo do som)

O SR. PEDRO SIMON (PMDB RS) Nessa campanha tambйm vai ser muito difнcil. Prometer mais do que o Fernando Henrique prometeu, sу o Lula. Agora, mais do que o Lula prometeu, ninguйm: 15 milhхes de empregos, todos os brasileiros com quatro refeiзхes por dia... Ninguйm pode prometer mais do que o Lula!

Entгo, o problema nгo й de quem promete, o problema й de credibilidade do candidato. Dб para confiar nessa gente? Serб que ele nгo vai fazer como o Fernando Henrique, que foi eleito pela social-democracia e governou com o PFL? Serб que ele nгo vai fazer como o Lula, que foi eleito pela esquerda e governou pela centro-direita? Й importante que o candidato tenha credibilidade.

Isso o Rigotto tem, isso eu garanto que ele tem. Ele nгo й um homem de arroubos, nгo й um homem radical, mas й um homem que, ao longo de sua vida, vem seguindo um princнpio. Й isso o que nуs estamos querendo, Sr. Presidente.

Ao falar aqui, lembro a histуria do PMDB e sei que comigo estariam falando Teotфnio, Ulysses, Arraes, Covas, Tancredo, os homens que fizeram a histуria da democracia e da oposiзгo brasileira. Eles nгo aceitariam a posiзгo de trкs pessoas que eu respeito, mas que nгo tкm vнnculos com o PMDB: nosso querido Renan foi do PCdoB, foi do Collor, hoje й do PMDB e nгo sei o que serб amanhг ; Dr. Sarney, que atй hoje nгo disse o que й; e o Dr. Suassuna, que й um novato que estб aн. Eles nгo podem enfrentar a histуria, a vida de um partido como o PMDB na hora trбgica em que vive o Brasil.

Muito obrigado."

A нntegra do discurso foi transcrita pelo serviзo de taquigrafia do Congresso Nacional.

Por tudo isto, exigimos PRЙVIAS JБ NO PMDB PARA PRESIDENTE DA REPЪBLICA !!!

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Vanessa EdwardsBy:
Nature and EnvironmentIn:
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Presidкncia e Executiva Nacional do PMDB

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