PELO FIM DO RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO sign now

Ao

Excelentíssimo Senhor Primeiro-Ministro, Engenheiro José Sócrates.

Escrevo-lhe esta carta franca e honesta sem qualquer intenção ou pretensão, serve apenas e só para lhe manifestar o meu sentimento que é o sentimento comum a muitos milhões de Portugueses, e que já há algum tempo tinha a intenção de lhe enviar.

Senhor Primeiro-Ministro

Não é de todo minha intenção aconselhar ou dar ideias ou mesmo sugerir o que quer que seja, apenas para que lhe possa dar uma ideia do que muitas vezes não se vê.

Num contexto de crise generalizada, e num momento onde nenhum governante sabe exactamente o que pode fazer é urgente a aplicação de medidas de carácter restritivo mas ao mesmo tempo de apoio social.

É urgente que sejam tomadas medidas de real impacto na economia e não medidas eleitoralistas.

Não é possível continuar a financiar as famílias carenciadas nos moldes que hoje se financia.

Verifica-se actualmente que uma boa parte das famílias beneficiárias do Rendimento Social de Inserção vivem melhor do que as famílias que trabalham por conta de outrem com salários a rondar os 700 /média, por pessoa.

Os pobres vivem num bairro social onde pagam rendas miseráveis ou até nem pagam nada.

Com a ajuda da Assistência Social ainda conseguem dinheiro para água, luz e gás.

Recebem da mesma Assistência Social roupas, comida, e outros bens.

Aos filhos destes é-lhes atribuído o escalão máximo do abono de família mais todo o apoio da Assistência Social que inclui fraldas, biberões, chupetas, alimentos, etc.

Objectivamente um casal com dois filhos que sejam beneficiários do RSI, juntamente com o abono de família recebe mais de 600 por mês do Estado sem fazer nada.

Uma vez que quase todas as outras despesas são pagas pela Assistência Social o dinheiro serve para muitas outras coisas que não propriamente inserir quem quer que seja na sociedade.

Esta é a realidade que os governantes não querem ver.

São muitos milhares de beneficiários do RSI que passam o dia sem fazer nada a vagabundar pelas nossas cidades, uns que vão fazendo uns biscates para ganhar mais algum, mas muitos mais há que andam de chinelos o dia todo, ou até mesmo de pijama, vestem-se para ir ao café tomar o pequeno almoço às 11 da manhã e passam umas gramitas de droga lá no bairro durante o resto do dia entre umas cervejas e uns cigarros.

São muitas as raparigas que se transformaram numas autênticas parideiras com o único propósito de continuarem sobre a alçada dos subsídios do estado e de mais uns abonos e mais uns incentivos à natalidade para atirarem para o mundo mais e mais candidatos à desgraça que na sua grande maioria não vai ser diferente dos pais até porque, esta gente tem filhos a partir dos 16 anos e definitivamente não têm exemplos que os motivem a seguir outro caminho.

São muitos os episódios que todos os dias nos passam ao lado, porque as reportagens da televisão não mostram, mas muitas vezes porque também não queremos ver.

Um dia destes num bairro social dos arredores do Porto, um carteiro foi rodeado por marginais, insultado, ameaçado de porrada e de o despirem todo se da próxima não chegasse com os cheques do RSI mais cedo de modo a que suas excelências pudessem ir ao banco fazer o respectivo levantamento. Esta situação acontece muitas vezes e não é só com carteiros.

Isto é a ponta do iceberg. Com este tipo de politica de atribuição de subsídio estamos definitivamente a criar uma geração de marginais e parasitas, e que por serem muitos vão certamente trazer ao país muito mais criminalidade e muito mais pobreza.

Não podemos continuar assim.

O Estado tem que por cobro a isto.

É um sistema profundamente injusto para quem trabalha todos os dias como eu, com as prestações todas em ordem, e os compromissos todos honrados.

Senhor Primeiro-Ministro

Sugiro que tenha como prioridade a imediata suspensão do RSI.

Seja criada uma Rede Nacional de Ajuda, suportada pelo estado que compraria os excedentes de toda a produção nacional em todos os sectores de actividade, que seriam posteriormente rotulados com rótulo bem visível da RNA e distribuídos ás famílias carenciadas por racionamento ajustado às reais necessidades de cada família. O Estado pagaria as contas de água luz e gás destas famílias directamente às entidades fornecedoras. O mesmo Estado dado que já suporta uma grande parte dos custos com a habitação de toda esta gente podia suportar na sua totalidade, retendo esse dinheiro nos cofres do próprio Estado.

Ou seja dar-se-ia tudo o que estas pessoas supostamente compram com o dinheiro que recebem do Estado, mas em vez de receberem em dinheiro, recebem em géneros (está previsto até no Código do Trabalho).

Assim nenhuma família se poderia considerar desprotegida o que não recebia era dinheiro líquido que isso é que é o grande mal.

Não é admissível que o Rendimento Social de Inserção seja usado para comprar cigarros, álcool, droga, automóveis, motas, Playstation, televisores e home cinema.

Não é admissível que um beneficiário do RSI possa comprar telemóveis, ser assinante da Sport TV, ser sócio de um clube de futebol, ir ao cinema, jantar fora, tomar pequeno-almoço no café, luxos a que eu como trabalhador não me posso dar.

Senhor Primeiro-Ministro

Uma família que trabalhe normalmente tem que pagar tudo isto sem qualquer ajuda do estado, da caridade ou da assistência social.

Uma família que trabalhe normalmente não pode ir jantar fora, ir ao cinema, ir ao futebol, ser assinante da Sport Tv, não pode porque tem que poupar para pagar a prestação da casa que está sempre a subir, tem que pagar transportes para trabalhar, tem que comprar roupa para se apresentar digno a trabalhar, tem que fazer refeições fora quando está a trabalhar e ainda contribui com os seus descontos e impostos para sustentar malandros.

É urgente travar esta situação.

As pessoas têm que trabalhar, têm que se esforçar, é preciso que saibam como custa levantar de madrugada para ir trabalhar ou trabalhar até às tantas.

Não se pode deixar que pessoas se sentem à sombra da bananeira à espera da benesse do Estado.

Que mensagem passa esta gente aos filhos?

Estudar para quê?

Trabalhar porquê?

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