Em defesa do CPF, em defesa da fotografia em Portugal sign now

Em defesa do CPF, em defesa da fotografia em Portugal

Os fotуgrafos, os amantes da fotografia e outras pessoas tкm sido confrontadas com um conjunto de notнcias na comunicaзгo social que parecem vaticinar o fim do Centro Portuguкs de Fotografia a curto, mйdio prazo. Uma das ъltimas notнcias relatava mesmo expressamente a aprovaзгo em conselho de ministros da extinзгo da Direcзгo Geral do CPF. De acordo com o diploma (resoluзгo do Conselho de Ministros nє 39/2006 de 30 de Marзo in DR I Sйrie-B de 21 de Abril de 2006), os serviзos e o patrimуnio por que o CPF era responsбvel serгo partilhados entre duas novas Direcзхes Gerais, os Arquivos Nacionais e a Direcзгo Geral do Apoio аs Artes, que no fundo corresponde a uma mudanзa de nome do IA. Mas esta divisгo do CPF pelas duas tutelas й muito pouco concreta em muitos casos, deixando no ar muitas interrogaзхes.

Procurando obter alguma informaзгo que permitisse compreender o conteъdo destas mudanзas, verificaram com estupefacзгo que nada neste processo й claro ou transparente. Sу se sabe que se pretender alterar o estatuto do CPF. Porquк nгo se sabe bem, para alйm de pretensas razхes economicistas, mas mesmo essas nгo sгo muito objectivas, pois hб inъmeros organismos dependentes do MC, muito mais dispendiosos e, nalguns casos mesmo sem razгo de ser, que continuam intocбveis. Veja-se o caso dos funcionбrios da Casa das Artes que estгo em casa hб anos, a receber o ordenado e o subsнdio de refeiзгo por inteiro. Extingue-se o CPF, mas nгo se sabe o que irб acontecer por exemplo а colecзгo de fotografia, ao espуlio museolуgico constituнdo por cвmaras e outro material, aos funcionбrios, ao edifнcio etc. A ministra, quando questionada, nada esclarece! Nгo sabe ou nгo quer dizer. O Diploma apenas diz que o patrimуnio passa para os Arquivos Nacionais e que as atribuiзхes relativas ao apoio e difusгo da fotografia transitarгo para a Direcзгo Geral do Apoio аs Artes. Mas nгo especifica que patrimуnio. O gabinete da ministra, quando questionado, nгo concretiza. De acordo com Maria do Cйu Novais, assessora da MC, in Pъblico de 6 de Abril 2006, "O CPF deixa de ter competкncias de apoio а fotografia, que transitam para a nova Direcзгo-Geral de Apoio аs Artes". Claro que nos poderгo argumentar que nunca ninguйm falou em extinguir o CPF. Que nгo se trata disso! Й verdade, mas gato escaldado de бgua fria tem medo e hб muitos sinais que indiciam que hб mais para alйm do que se diz. E de facto, nunca tambйm o ministйrio clarificou de uma forma explнcita, preto no branco, que o CPF continuarб a desempenhar o papel que lhe foi atribuнdo, porventura reforзado e dinamizado, que permanecerб no Porto e que continuarб instalado na Cadeia da Relaзгo. A extinзгo da DG e a subordinaзгo do CPF a duas tutelas tгo diferentes, que nunca tiveram responsabilidade/experiкncia na бrea da fotografia e que nгo parecem vocacionados para tal, nгo augura nada de bom. Mais surpreende ainda todo este imbrуglio se tivermos em conta as posiзхes da actual ministra na AR, a defender entгo o projecto CPF e a contestar os planos do governo anterior para extinguir o CPF. Foi hб menos de dois anos (Novembro de 2004). Mas na altura nгo era ministra...

Uma pergunta уbvia й: quem poderб lucrar com os restos mortais desta instituiзгo? Quem esfrega as mгos а espera do fim?

O que estб a acontecer й preocupante por diversas razхes e antes do mais por nгo ser transparente e nгo resultar de uma avaliaзгo objectiva e pъblica do papel da instituiзгo.

O CPF foi criado hб nove anos com a missгo de prestar um serviзo pъblico na бrea da fotografia. O edifнcio da Cadeia da Relaзгo foi preparado para esse fim, tendo a renovaзгo feita (levada a cabo por uma equipa coordenada pelo Arqє Eduardo Souto Moura) respondido especificamente a um programa adequado a esse fim, no que diz respeito a бreas tйcnicas e equipamentos. O investimento feito nгo foi pequeno. Mas a verdade й que, apуs os primeiros anos de algum dinamismo, se assistiu a uma polнtica encoberta de asfixiamento financeiro da instituiзгo.

Apesar de muitas crнticas que algumas pessoas possam fazer а intervenзгo do CPF na fotografia em Portugal, a verdade й que teve um papel global bastante positivo, contribuindo de diversas formas para o apoio e a divulgaзгo da fotografia em Portugal e no estrangeiro, muitas vezes com muito poucos meios. Extingui-lo serб uma machadada no entendimento da fotografia em todas as suas componentes, na arte, e na cidade do Porto que tem e sempre teve uma importante responsabilidade na afirmaзгo cultural e artнstica da fotografia portuguesa.

O primeiro objectivo deste movimento й portanto alertar as pessoas para o que estб a preparar-se na sombra. Nгo й por acaso com certeza que estes planos, que deveriam ser objecto de grande divulgaзгo nos jornais e discutidos abertamente pelos fotуgrafos e pelas forзas vivas da cidade do Porto, nгo tкm quase nenhuma visibilidade.

Este movimento pretende tambйm ajudar a compreender o impacto negativo de uma medida tonta e impensada como esta. O impacto negativo na fotografia que deixarб de ter um organismo com alguma autonomia e vocacionado para a sua divulgaзгo e apoio, para voltar a ser dependente de instituiзхes e de pessoas sem qualquer sensibilidade e conhecimento fotogrбfico. O impacto negativo na cultura que deixarб de contar com mais uma instituiзгo que devidamente dinamizada poderia ter um papel relevante na cidade e no paнs. Um impacto negativo na cidade, que poderб vir a perder mais uma das instituiзхes relevantes que aqui foram criadas, permitindo assim a crescente assimetria de um paнs que assiste impбvido e sereno а concentraзгo do acesso а cultura na cidade de Lisboa.

Como primeira iniciativa este movimento solicita a mobilizaзгo de todos os fotуgrafos e de toda a gente que gosta de fotografia, para se concentrarem no CPF Cadeia da Relaзгo no dia 3 de Junho, sбbado, аs 15 horas, com as suas mбquinas fotogrбficas, para simbolicamente fotografarmos todos o CPF por dentro e por fora. Se conseguirem extinguir o CPF haverб um registo, uma prova em negativo ou em digital, uma marca nos coraзхes de todos nуs, do crime cometido e da instituiзгo destruнda pelo MC. http://www.cpf.pt/

Durante a concentraзгo discutiremos como continuar o protesto, nomeadamente utilizando o material fotogrбfico resultante da nossa acзгo.

Nгo extinguirгo o CPF com a nossa complacкncia. Pelo menos isso!

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Magdalena LarsenBy:
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Governo

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